quinta-feira, 7 de julho de 2011

som da casa: arte em nossos quintais


O projeto "Som da Casa" nasceu de uma parceria entre os grupos musicais Vira Saia e Acúrdigos. Tudo começou com a idéia de fazer uma "roda sonora" aos domingos, em lugares públicos em Mariana e Ouro Preto. A Roda seria aberta a qualquer músico e desde seu debut já contou com a participação de várias pessoas em suas edições. Da Praça Tiradentes (Ouro Preto), ao ICHS (UFOP, Mariana) até o Beco da Rua Direita (Ouro Preto), o Café Teatro Sagarana e o Bar do Carlão (Mariana), até Casa Advinho (em Lavras Novas), a Roda, como é conhecida, foi um sucesso e brindou ao público fiel com vários encontros ecumênicos e inesperados entre músicos de diversos tipos e estilos.
A partir dessa efervessência musical, aproveitando da época do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, em que as cidades borbulham de pessoas vindas de todos os cantos do Brasil em busca de cultura, surgiu o projeto "Som da Casa". Aos grupos Vira Saia e Acúrdigos se assomou Daniel Torquete e Banda, que fazem um trabalho musical em torno da música brasileira e o Samba de Sobra, um grupo de samba só com músicos de primeira.
A proposta do projeto é colocar bares e artistas que não estão participando da programação oficial do Festival de Inverno em evidência através de eventos musicais sinestésicos.
Músicos, poetas, artistas plásticos, grafiteiros, dançarinos... todos estão convidados a participar da brincadeira, que tem início no sábado, dia 9 de julho, com uma apresentação do Vira Saia no encantador Bar da Nida, que fica no alto do Morro São Sebastião, em Ouro Preto, um dos pontos urbanizados mais antigo da cidade, com uma onda muito particular, bem artística e aconchegante. O Bar da Nida fica no número 217 da Rua Rio de Janeiro.
Em Ouro Preto, além do Bar da Nida,  participa do projeto o Memorial Cláudio Manoel, que fica na Rua São Francisco, 58, onde era a casa do poeta inconfidente Cláudio Manoel da Costa. O restaurante traz delícias da culinária mineira e internacional, carta de cachaças, um café e um lindo jardim de inverno, com espaço para 150 pessoas.  
Em Mariana entra na rota da arte alternativa o tradicional Bar do Carlão, ponto antigo de botequeiros, apreciadores de petiscos e boa comida de boteco, além de intermináveis e disputadas partidas de sinuca. Conhecido pelos boêmios da parte baixa da cidade, o Bar do Carlão ainda é inexplorado pelos turistas e até mesmo por grande parte da população local. Por estar no Barro Preto, é uma ótima pedida para os dias de shows na Praça dos Ferroviários. Fica bem ao lado da praça, na Rua Santa Cruz, 48. É, gente... a gafieira do Carlão promete!!!

bandoleiros

tuca costa, foto de iza campos

tiago valentim, foto de naty torres


mônica elias, foto de iza campos

... virando a saia por aí ...






...virando a saia...



segunda-feira, 30 de maio de 2011

contos dos orixás

tiago valentin e tuca costa refletido no espelho na gravação do conto de oxóssi (passagem de mariana)


O projeto “Contos dos orixás” nasceu de uma pesquisa sobre a Mitologia dos Orixás (entidades de algumas religiões e cultos afro brasileiros que correspondem a espíritos da natureza) e a música ritualística e folclórica afro brasileira. 

A partir da mitologia clássica dos orixás foram escritos contos que narram as histórias das principais entidades com uma roupagem poética e contemporânea.
 
Em 2008, em Barcelona (Espanha), foram gravados ao vivo os primeiros contos (de Exu e de Yemanjá), em castelhano, durante uma ação com caráter de cerimônia e celebração, com uma interação espontânea e improvisada entre músicos e narradora. 


Em 2009, em Mariana (Minas Gerais) foi gravado o terceiro conto (de Oxossi) de uma maneira menos improvisada, tendo uma base rítmica pré-determinada (um dos toques de “terreiro” associado a Oxossi) e uma célula-base melódica que ia se desdobrando e se transformando ao longo da narração. 

Os contos de Exu e de Yemanjá podem ser escutados em http://www.myspace.com/monicaeelias 
 
  1. Bajo la influencia de EXU, entidad intermediaria de los dioses Yorubas, los ORIXÁS, entre estos y los hombres según las creencias religiosas de tradición africana que trajeron al continente Americano, especialmente a Brasil, Cuba y otras islas del Caribe, aquellos africanos y africanas que apresados y posteriormente injusta y brutalmente esclavizados permanecieron en suelo Americano. Se intentó imponerles la religión católica o cristiana de sus amos, además de prohibirles el culto que profesaban a sus dioses y entidades, siendo EXU unos de los más importantes. EXU significa “Mensajero", es él, quien traduce el pensamiento de los hombres a los ORIXÁS y viceversa, es el comunicador o mensajero de los ORIXÁS a los hombres. Es el agente mágico por exceléncia. http://nosolojazz.contrabanda.org/2008/09/
  1. se Brasil exuberante en todo los aspectos, y místico, a su vez, por la influencia de esos ORIXÁS, que vuelven a estar presentes en un nuevo relato de Monica, esta vez se trata de “ODOFIABÁ", que como nos explican AnaLu y Monica es la “Madre del Agua" y por consecuencia “Madre de los peces" http://nosolojazz.contrabanda.org/2008/10/   http://www.myspace.com/tonylejazz 



resgatar carnavais


"Na praça da Sé, nos carnavais de 2010, o Grupo Vira Saia apresentou-se resgatando o tradicional carnaval brasileiro. Eles interpretaram músicas feitas há mais de 100 anos e que se encontravam quase esquecidas no tempo. Marchinhas, frevo, maxixe, e também o chorinho, foram os destaques do show. O Vira Saia fez uma viagem às décadas de 30,40,50 e 60 ao apresentar sucessos de artistas consagrados, como Noel Rosa, Waldir Azevedo, Matias da Rocha e Joana Batista Ramos (autores do frevo Vassourinhas, tradicional do carnaval pernambucano), entre outros. 
Segundo o vocalista Tuca Costa, a intenção de um trabalho como esse é mostrar para os grupos que surgem atualmente que eles também são capazes de transformar relíquias da cultura musical em espetáculos como o apresentado diante do público que compareceu à praça da Sé."